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Carolina: tchau cigarro, alô corrida!

Quando ela quer, não tem pra ninguém. Essa é a marca registrada de Carolina Ferraz. E desta vez a atriz caprichou: somou três grandes vitórias. O lucro? Fôlego em dobro, pele brilhante e a certeza de poder contar com a própria determinação. Quer anotar a receita?

por Cecilia Reis fotos Danilo Borges

Mudou tudo: 2003 foi o ano da virada. Parou de fumar e desta vez – a sétima – diz que é definitivo. Voltou a dançar. Adotou a ioga e, surpresa, começou a correr a sério. Não que Carolina Ferraz, linda e elegante por natureza, precisasse desse pacote para ficar em ordem. Bonita, sempre foi. E parece que os seus 35 anos só estão somando pontos nesse quesito. De falta de energia, nunca sofreu – é um vulcão que irradia sensações por onde passa. O corpo? Que nada: não carece de retoques e nunca careceu. Nem a mania dos seios generosos que assola o mundo a atingiu: “Decidi que vou continuar sendo uma mulher sem peito”.

Mas, então, de onde vem essa nova fase? Mudou o foco, como se diz. Virou a página. E aí, o que rolou? Carolina não é de explicar. Aconteceu. Mas, depois do ponto final que coloca firme em tudo que fala, parece que lembrou daquele janeiro de 2003, do acidente, do mês inteiro que passou parada, por conta de um esmagamento em uma vértebra. “Minha relação com as coisas mudou. O impacto dessa experiência foi como uma gravidez que continua mesmo depois do parto.”

fumar, nunca mais?
Foram seis tentativas. Até a terceira, parecia fácil largar. Numa delas, ficou um ano e meio livre do vício. Mas ainda não era a despedida. “Sofria muito”, conta. "Parecia mulher que perdeu o namorado e fica esperando ele ligar.” Depois, apelou para remédio e não gostou. “Agora é pra valer. Cansei dessa história.” Qual a estratégia para que a sétima tentativa tenha um happy end? “Fiz disso um projeto pessoal. Na base da autodoutrinação. Disse um dia: ‘Vou parar’. Esse dia chegou e parei.” Há quanto tempo? “Sei lá. Uns oito meses? Nem lembro (o que é um ótimo sintoma!). Parar de fumar é uma questão filosófica.” Mas, como todo mundo, Carolina temia aquele fantasma – quem pára de fumar engorda. E engordou 3 quilos, mas jura que não está preocupada – tem absoluta certeza que eles vão logo embora.

de volta à ativa
Coincidência ou não, foi mais ou menos ao mesmo tempo que apagou o último cigarro que bateu a vontade de voltar a mexer o corpo. Dona de uma condição física privilegiada, bailarina formada pelo Royal Ballet, Carolina viveu sobre as sapatilhas dos 5 aos 17 anos. Depois? Nunca levou muito a sério o compromisso com a atividade física. Pudera: com o corpo perfeito, hábitos saudáveis à mesa, um metabolismo acelerado, jamais se sentiu acuada pela balança ou com medo da fita métrica. Malhar, malhava, mas foi muito mais para sossegar a ansiedade de quem perde a companhia do cigarro que ela se ligou na ioga. “Hoje, entendo por que a prática virou moda. É bacana. Me ajudou muito a parar de fumar”, conta. “Começamos o trabalho há quase um ano”, lembra Nadja Winnits, sua instrutora. “A power ioga foi importante para ela nessa fase, pois leva ao autocontrole e reduz a ansiedade, enquanto trabalha a musculatura de maneira ativa”, explica Nadja. Aulas de uma hora e meia, três vezes por semana, e Carolina, assídua e disciplinada, já consegue fazer toda a seqüência sozinha. A recompensa: “Está mais calma, consciente e equilibrada”, comemora a mestra.

vontade de correr
Uma coisa leva à outra. Da ioga para a corrida, foi um passo. Não que o esporte seja novidade para ela – sempre gostou e corria, sim, nas horas vagas. “Foi no meio da bagunça das gravações da novela que me bateu esse desejo. Depois de 15 dias de treino, já estava na marca dos 30 minutos. Bom, né?” O objetivo é saúde mesmo, mas os outros benefícios, como um corpo mais desenhado, são conseqüência – em menos de um mês, o porcentual de gordura corporal baixou 3% e a musculatura apareceu.

Ioga, corrida e mais: voltou a dançar e está achando uma delícia. “Desde o fim do ano passado, Carolina tem freqüentado, ainda que esporadicamente, as aulas para iniciadas de balé clássico da academia”, diz a professora Rosângela Souza, a Nêga, da Tex Studio de Dança, no Rio de Janeiro (RJ). “Vamos ver como estarei daqui há um ano”, filosofa a atriz. Nós apostamos que vai estar cada vez melhor. Aplausos, porque ela merece.

no ritmo acelerado de Carolina
“Correr para Carolina é um investimento na saúde. Quando começou de verdade, já estava fazendo ioga e tinha parado de fumar. Superdisciplinada e com uma incrível consciência corporal, em dois meses já corre 50 minutos sem parar. Acho que, mais um mês, emplaca uma hora. Vai tão bem que pretendemos iniciá-la no triatlo. Estamos treinando cinco vezes na semana, durante uma hora. Quando viaja, tenta manter o mesmo ritmo. O treino é intervalado, com uma sessão de alongamento no começo e outra bem caprichada no final.”
Bruno, treinador de corrida da equipe carioca de Alexandre Ribeiro.

Um bom começo: com este plano, ela entrou no pique

segunda (1 hora)
5 min caminhada
40 min corrida
5 min caminhada
10 min corrida
FC 70%

terça (1 hora)
5 min caminhada
35 min corrida
5 min caminhada
10 min corrida
5 min caminhada
FC 75%

quarta
Descanso

quinta (1 hora)
5 min caminhada
40 min corrida
5 min caminhada
10 min corrida
FC 70%

sexta (1 hora)
5 min caminhada
35 min corrida
5 min caminhada
10 min corrida
5 min caminhada
FC 75%

sábado (1 hora) (treino longo)
5 min caminhada
50 min corrida
5 min caminhada
FC 70%

domingo
Descanso

Altura: 1,72 m
Peso: 57 kg
Busto: 87 cm
Cintura: 67 cm
Quadris: 90 cm

 


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