ENCONTRE NO SITE

MAPA DO SITE  |  BANCO DE RECEITAS


o caminho das estrias

Uma pesquisa com 500 leitoras de BOA FORMA apontou que 326 delas são donas dessas mal traçadas linhas. As maiores vítimas? Infelizmente nossos melhores – e mais femininos – atributos: bumbum, seios e coxas (veja como elas se distribuem pelo corpo no ranking das fotos). Mas, nem tudo está perdido. Tratamentos novíssimos associados a métodos consagrados prometem recuperar tanto a aparência da pele que, para ver as danadas, só com lupa!

por Deise Garcia fotos Duca Valery

Elas disputam em pé de igualdade com a celulite o posto de maior pesadelo feminino. Embora atinjam cerca de 60% das brasileiras, segundo pesquisa feita no ano passado pela dermatologista gaúcha Dóris Hexel, contra 90% das vítimas dos furinhos, as estrias são temidas porque, uma vez instaladas, fica difícil se livrar delas.

Mas, afinal, quem é o vilão dessa história? A genética, respondem sem piscar os dermatologistas. E explicam: tem gente que já nasce com as fibras elásticas da pele mais frágeis, virando presa fácil dessas marcas. Basta crescer muito depressa na adolescência ou ganhar muito peso em qualquer idade que lá vem estria. A gravidez também é um período de risco. Outro perigo é o uso contínuo de corticóide, medicamento que causa retenção de líquido, inchaço e conseqüente distensão da pele.

Na geografia dessas linhas, costas, laterais das coxas, quadris e bumbum, em geral, são premiados na adolescência por causa do crescimento. Já as que aparecem durante a gravidez ficam principalmente nos seios, na barriga e no alto das coxas, pontos que “engordam” mais na gestação. Quer saber como elas crescem e aparecem? A pele estica, as fibras se rompem e começa um processo inflamatório – é a fase das linhas vermelhas. Com o tempo, passa a inflamação e o corpo produz um colágeno mais espesso para cicatrizar o machucado – nessa altura, a marca vira um traço esbranquiçado.

O importante é não deixar que elas se instalem – prevenir, especialmente nesse caso, é o melhor remédio, claro. Mas, se ainda são rosadas ou vermelhinhas, em questão de umas dez semanas você tem chance de apagá-las da sua vida. Já as brancas, mais antigas, pedem no mínimo quatro meses de cuidados intensivos.

Os tratamentos tentam uma renovação da epiderme, aumentando a produção de colágeno e elastina para preencher (de dentro para fora) os pontos de ruptura da pele e aumentar a flexibilidade, como ação preventiva. Agora, a boa notícia: dois métodos novíssimos chegaram com promessa de alta performance. E um tratamento consagrado também tem conseguido deixar muita gente feliz. Escolha suas armas!

...E O MAPA PARA ACABARQuanto mais cedo você começar um tratamento, melhores e mais rápidos serão os resultados. Por isso, nada de bobear: ao notar o aparecimento de linhas avermelhadas no corpo, consulte um dermatologista

Microdermoabrasão: um clássico consagradoTambém conhecido como peeling de cristal, o método, surgido nos anos 1990, continua imbatível no tratamento de estrias recentes, que têm coloração avermelhada. Estimula a renovação celular e a produção de colágeno e elastina por esfoliação mecânica, feita com jatos de cristais de hidróxido de alumínio. O melhor é que a descamação da pele é suave e o procedimento praticamente indolor. Em geral, as estrias recentes desaparecem após cinco sessões, feitas quinzenalmente. Já para as estrias brancas e fundas, os especialista associam na mesma sessão o peeling de cristal ao peeling químico, à base de ácido retinóico – as estrias ficam praticamente invisíveis após dez sessões quinzenais. “Só para relembrar, peeling é o nome dado a qualquer procedimento que provoque uma descamação na epiderme, fazendo com que surja uma camada mais nova e saudável”, explica a dermatologista Karla Assed, de São Paulo. O tratamento não dói, mas a pele fica avermelhada e sensível por alguns dias. Casquinhas escuras, que aparecem nesse período, caem em até dez dias (sol, nem pensar!). Preço por sessão: de 80 a 120 reais.

Carboxiterapia: um novo gás para a epiderme
A injeção de gás carbônico, que já vem sendo usada com sucesso contra gordura localizada, celulite e flacidez, é uma das mais novas armas contra estrias. A técnica francesa consiste na aplicação do gás diretamente no tecido subcutâneo com agulha curta e fina (a mesma usada na intradermoterapia). O CO2 se espalha pela área, estimulando a formação de novas fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza, sustentação e uniformidade da pele. “Estudos clínicos comprovaram esses efeitos, deixando a pele mais resistente”, explica a dermatologista carioca Marcelle Miranda. O número de picadas depende da extensão da região a ser tratada. Cada lado do glúteo, por exemplo, recebe de três a cinco furinhos; já a parte posterior de cada coxa, de quatro a dez. A introdução do gás pode ser um pouco dolorida, mas o desconforto desaparece no fim da sessão. A pele pode ganhar pequenas manchas roxas que desaparecem em 15 dias e o local fica inchado por até uma semana. O tratamento completo dura de 15 a 20 sessões, realizadas até duas vezes por semana. Cada sessão varia de 120 a 150 reais.

Emblica: pele novinha num peeling!
A mais nova esperança antiestrias é o peeling de Emblica, um ativo fitoterápico que promete fazer linhas antigas e esbranquiçadas regredirem (reduzir a largura e suavizar a coloração) em até 70%. Obtido de uma planta nativa do sudoeste asiático (Phyllanthus emblica), estimula a produção de colágeno de forma a preencher os vãos, nivelando a pele estriada. A dermatologista Cristine Carvalho, de São Paulo, já utiliza o método associando cobre, retinol e DMAE ao peeling de Emblica. Enquanto as três primeiras substâncias estimulam a produção de colágeno, fazendo com que a estria seja preenchida de dentro para fora, o DMAE aumenta a firmeza da epiderme. “O ideal é fazer o peeling uma vez por semana e aplicar diariamente um sabonete e um creme formulados com os mesmos ativos”, diz Cristine. O procedimento é indolor, mas o local pode ficar avermelhado por alguns dias e é proibido tomar sol. Recomenda-se fazer, em média, dez aplicações para estrias recentes e 15 para as mais antigas. Preço por sessão: de 180 a 200 reais.

OS COSMÉTICOS TAMBÉM DÃO AQUELA FORÇAOk, a gente sabe que a culpa é da genética. Mas, nem por isso, vale deixar de lado os cuidados preventivos. Pense bem: se a pele é frágil, um motivo a mais para você tratar dela com carinho. “Uma pele bem hidratada e nutrida fica menos vulnerável a rompimentos, mesmo que tenha tendência para isso. Como a elasticidade e a resistência estão diretamente ligadas à quantidade de água e óleo que o organismo produz ou retém, os cremes dão uma força nesse processo”, explica Cristine Carvalho. Veja abaixo uma seleção de produtos que prometem atuar tanto na prevenção quanto na redução das estrias.

Striactive, Dermage, 165 reais. Age na renovação celular e protege as fibras de colágeno e elastina, com forte efeito hidratante e cicatrizante
Anti-Estrias, L’Oréal, 44,90 reais. Promete ação corretiva, firmadora e alta hidratação da pele, reduzindo o aparência das estrias em três meses
Creme Estrias, Ligia Kogos, 60 reais. Com ácido glicólico, estimula o colágeno, previne novas e suaviza a aparência das linhas já instaladas|
Loção Hidratante Prevenção de Estrias, H2O Cosméticos, 13,90 reais. Contém óleos naturais e complexo de elastina e colágeno, agindo na prevenção das estrias


MAPA DO SITE | DÚVIDAS | TERMOS DE USO | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | NEWSLETTER


 canal de compras
Copyright © 2008 Editora Abril S.A.
Todos os direitos reservados. All rights reserved