O nome da invenção, Super, não é exagerado. O equipamento é super mesmo: superpequeno, supersimples e supereficiente. São fitas de náilon reguláveis com manoplas para as mãos e apoios para os pés que permitem que você realize diversos exercícios e mexa todos os músculos do corpo. Não tem segredo: basta encaixar o acessório na porta e malhar.
Surpreendente é quanto o treino é puxado (e, por isso, tão rápido). Se você está começando a se exercitar agora, por exemplo, são só 30 minutos por semana. Quem já malha deve fazer a aula de duas a três vezes por semana. E ainda há a opção de dividir os módulos e malhar só dez minutos por dia. “É um método focado no treinamento funcional. E traz um novo conceito, pois desafia a lei da gravidade, já que o corpo fica parcial ou totalmente suspenso em alguns movimentos, o que proporciona ganho de força, equilíbrio, coordenação e flexibilidade”, explica Vânia Temporini, professora de educação física especializada em treinamento funcional e diretora da Vip Sports Solutions, empresa que trouxe a idéia para o Brasil. O melhor: dá para gastar cerca de 400 calorias em meia hora.
Uma versão similar do acessório já existe há cinco anos nos Estados Unidos, onde também é utilizado em aulas em grupo nas academias e até em treinamento para militares. No ano passado, Vânia resolveu desenvolver o equipamento aqui. Ele será um dos destaques da 18a Fitness Brasil, a principal convenção do setor no país, que acontece em maio, em Santos (SP) – e a gente está dando em primeira mão!
Funcionamento do Super
As fitas de náilon têm um suporte para fixar na porta e também um mosquetão, se quiser prender em um gancho no teto ou na parede (veja quadro ao lado). O equipamento fica suspenso e você trabalha com o peso do próprio corpo. Como é obrigada a manter o equilíbrio enquanto faz os exercícios, muitos músculos do corpo são acionados ao mesmo tempo (até aqueles que não são estimulados em atividades convencionais). “E principalmente os do core (abdômen, lombar e glúteos), que são recrutados para você não cair”, diz Vânia. Ou seja: é trabalho elevado à última potência. Essa é a grande diferença do treinamento funcional: você não malha o músculo isoladamente, como na musculação ou na localizada, mas reproduz um movimento do dia-a-dia durante o exercício. Assim, ajuda a preparar o corpo para desenvolver tarefas com mais segurança e menor fadiga (como carregar as compras do supermercado sem ficar torta). O resultado? Músculos firmes e postura impecável.
Conheça o Super, que é fabricado no Brasil pela Sulbrás e comercializado em parceria com a Fitness Beat.
1. Fitas de náilon reguláveis (as mesmas utilizadas em esportes de aventura, como rapel) que suportam cargas altíssimas e têm ajuste* preço levantado em fevereiro de 2008.
Programe o seu treino
Vânia criou a aula de 30 minutos. O treino está dividido em três partes: uma para membros superiores, outra para membros inferiores e a última para abdômen. Se tiver tempo, faça as três. Caso contrário, apenas uma delas por dia. Ao final, ainda tem o alongamento. O legal é que, como o equipamento é pequeno, dá para levar para qualquer lugar. Boa malhação!
No treinamento funcional, geralmente não há número de séries ou repetições. O ideal é você executar o movimento até o corpo agüentar, mas sem passar do seu limite. No entanto, a professora Vânia montou a tabela abaixo para você ter uma base quando for fazer a aula. É importante saber que os exercícios ficam mais complicados ou mais fáceis dependendo do grau de inclinação do seu corpo: quanto mais inclinado, mais difícil.
Iniciante
1x por semana
2 séries de 8x
Intermediário
2x por semana
3 séries de 10x
Avançado
3x por semana
4 séries de 12x
Escolha o seu treino:
• Membros superiores (braços, ombros, peito e costas)
• Membros inferiores (pernas e bumbum)
• Abdômen
• Alongamento
Eu Experimentei “Recebi o Super em primeira mão e decidi testá-lo. Prendi o acessório na porta e fiz o treino que você encontra aqui. Garanto: é puxado! Em um primeiro momento, não pensei que fosse tão intenso. Afi nal, faço musculação três vezes por semana. Mas, à medida que fui realizando os movimentos, percebi que são solicitados músculos diferentes dos exercitados nos aparelhos. Afi nal, com o Super não há apoio, como nos equipamentos de musculação, e você precisa, além de força, de bastante equilíbrio e concentração para realizar os movimentos direitinho (e não cair!). A exigência é maior e por isso vários músculos entram em ação, trabalhando simultaneamente para sustentar o peso do corpo. Os do abdômen dão um duro danado! E você não consegue abusar: depois de meia hora, já se sente cansada e entende por que o gasto calórico é tão alto... Testei também prendendo o acessório em um gancho no teto: aí fi ca mais divertido. Parece um trapézio com duas manoplas separadas, uma para cada mão, e dois apoios, um para cada pé. Você sobe, fi ca pendurada... Dá para fazer mil movimentos, realizar verdadeiros malabarismos. Em alguns exercícios, você pode usar uma manopla e outra pessoa utilizar a outra. Ao fi nal do treino, percebi que o acessório faz mesmo jus ao nome: é um superequipamento.” Chris Biltoveni, editora de fitness
Produção: Vanessa de Castro. Cabelo e maquiagem: Rodolfo Silveira. Modelo: Pricila Farias.Top Fazendo Onda, slip Mulata Brasil, tênis Asics/World Tennis.