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"Perdi 35 kg e ganhei prazer em me cuidar"

Ex-modelo, Daniella Greggio chegou aos 97 quilos

Por Marcia Di Domenico
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Depois: de volta ao peso ideal

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Sempre tive um corpo legal sem precisar me preocupar muito com dieta, tanto que até os 18 anos eu desfilava como modelo. Também gostava de fazer ginástica. Mas isso foi antes de eu me casar, há nove anos. Pesava 58 quilos e comia certo, mas a vida de dona de casa, somada a um período em que fiquei desempregada, bagunçou a minha rotina. Passava o dia todo em casa, comendo e inventando receitas para agradar meu marido. Ele adorava, o que me incentivava a cozinhar mais e, sem percebermos, íamos engordando.

Cometíamos verdadeiros crimes alimentares, como comer pão com leite condensado no café da manhã, tomar 1 litro de refrigerante por dia cada um, jantar pizza a semana inteira e devorar uma panela de brigadeiro depois. Em janeiro do ano passado, fui me pesar e fiquei chocada: 97 quilos. Sabia que estava gorda (e por isso mesmo fugia da balança) porque as pessoas já não me reconheciam quando me encontravam e na hora de comprar roupa nada me servia, mas aquele número me assustou.

Entrei em desespero, afinal não entendia como havia chegado àquele ponto. Resolvi tomar uma atitude e cortei doce, refrigerante, fritura e até arroz (que substituía por mandioquinha) e feijão (que trocava por beterraba e soja) e passei a basear minhas refeições em legumes, frutas, verduras e proteínas magras. Em um mês, perdi 8 quilos. Comecei a fazer hidroginástica, mas, como não vi muito resultado, passei para o jump. Dez meses depois, já eram 25 quilos a menos. Então, voltei a malhar para valer – musculação e bike ou transport cinco vezes por semana, rotina que mantenho até hoje – e também a me permitir um doce de vez em quando. Assim, alcancei 62 quilos em julho deste ano, com determinação e um lema que não largo mais: comer é bom, mas ser magra é bem melhor.

Tolerância zero


Os primeiros meses de dieta são os mais difíceis, por isso Daniela foi implacável e aboliu aquilo que para ela era mais difícil de resistir, pelo menos até que tivesse certeza de que tinha o controle da situação (e da própria compulsão). “Por seis meses, preferi cortar chocolate, que eu adoro, a me permitir um pedaço pequeno e ficar com vontade de comer mais.”

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